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Notícias

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Evolution of Tony Royster DVD Premier - DC LIVE Jam @ MI

Chad Smith - Readymade (RHCP)

DW Summit Aaron Spears Gerald Heyward Cora Coleman Nisan Stewart

Tony Royster Jr - Dennis Chambers Drum Jam Battle Part 1

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

dw

Terry Bozzio

MUSICA TROPA DE ELITE 2-Gustavo Teixeira

Gustavo Teixeira

Duelo no Altas Horas

Duelo de Bateria

Tony Royster Jr. - Caravan (drum solo)

Chad Smith drums

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Andre Mattos - Toda Sorte de Bençãos

Perfil do Desenvolvedor do site


Nome: Igor Lopes (IL7)
Idade: 15 Anos
Baterista da Banda Remanescentes

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Se você está Interessado em dividir informações, conhecimentos, curiosidades e tudo que possa ajudar você, baterista, a ter um espaço específico, o Bateras Videos é o lugar certo!
O site foi criado para partilhar conhecimentos sobre a bateria. E aqui você visita e participa!
Acompanhe e confira estudos, informações didáticas, técnicas, partituras, exercícios, workshops com grandes bateristas, professores e fabricantes, novidades e lançamentos do mundo da batera.

Nossos Parceiros



terça-feira, 4 de outubro de 2011

Bruno Valverde [Planet X - Poland]

Fernando Rivabem - Jason Marsalis' Solo Transcription - Struttin' With Some Barbecue

André Mattos - O chão vai tremer

Vídeo Aula de Bateria Interativa - Exercícios Básicos - Rudimentos - Aula 1

Carlos Maltz - Ex-baterista da Banda Engenheiros do Havai


Site Batera: Como foi seu início no instrumento? Mais alguém da sua família toca (como hobby ou profissionalmente)?
Carlos Maltz: Nascí  numa família judaica, pessoas decentes e racionais. Ninguém da minha família tocava nada, eram todos engenheiros. Comecei batendo nas gavetas e panelas da casa de meus pais. Em 1975, o Inter de POA ganhou o primeiro campeonato para o RGS. Eu tinha 13 anos. Frequentava o estádio com meu avô, nas cadeiras cativas. No ano seguinte, deixei meu avô e as cadeiras para trás, e ingressei na camisa 12, a primeira torcida organizada do S.C.Internacional. Meu objetivo principal era tocar na "charanga", a galera ficava tocando e animando a torcida o jogo inteiro. Naquela época, só tinha negro na charanga, e eu, além de ser branquelo, era magro que nem um caniço, e desajeitado do tanto que um adolescente judeu da minha idade podia ser. Um dia, sobrou um "Supapo",  que é um surdo de resposta, que se toca com as mãos. Ninguém queria pegar,  por que o trem é imenso e super pesado de carregar. Peguei. E ganhei a vaga. Toquei com a charanga do Inter até mais ou menos 1977. Já estava com 15 anos. Comprei um bongô e alguns outros intrumentos de percussão. Tocava com os amigos, nada muito profissional. Eu queria tocar bateria, mas o meu velho nem cogitava a possibilidade de gastar dinheiro com uma coisa daquelas. Em 1980, Vestibular. O pai falou: se passar, ganha um fusca, se quiser, vende o fusca e compra a bateria. Passar, para ele, significava passar em Engenharia, na Federal do RGS. Passei, chutando todas as questões da prova de Matemática e Física. Ganhei o Fusca, vendi, comprei uma "Pinguim" madre-perolada e comecei a tocar com os amigos. Foi assim.
Site Batera: Você teve um estudo formal em música?
Carlos Maltz: Não, até que eu tentei, mas aquilo nunca me interessou. Eu gostava mesmo era de música.
Site Batera: Houve um momento da sua vida em que você decidiu ser um profissional da música? Ou as coisas aconteceram espontaneamente?
Carlos Maltz: Nunca pensei em ser profissional da música, e nem de nada. Sempre fui (e continuo sendo) amador em tudo o que eu faço. Só sou profissional em meu amadorismo. Sou um amador profissional até hoje (risos). Faço por que gosto, e só faço o que gosto. Sei lá,  acho que tive muita sorte na vida... E as coisas vieram acontecendo.
Site Batera: Você toca/estudou algum outro instrumento? Acha isso importante?
Carlos Maltz: Aprendi a tocar violão, para poder compor as minhas músicas, mas sei lá... Nem sei se posso dizer que toco violão. Só sei uns cinco acordes. Acho que como violonista sou um bom baterista (risos). Não sou o cara mais adequado para falar sobre esse assunto. Não sou um bom exemplo para os garotos.
Site Batera: Você é um dos fundadores do Engenheiros do Hawaii. Como isso se deu?
Carlos Maltz: Bem, eu fiquei na Engenharia mais ou menos uns 10 dias, que foi o tempo que eu levei pra perceber que não teria a menor chance naquele negócio. Um dia estava numa aula de “geometria não-sei-das-quantas”, eu não estava entendendo nem qual era o assunto que os caras estavam falando. Um monte de macho, ambiente racionalóide, fedorento. A coisa mais parecida com o Inferno que eu já conheci. Olhei pela janela. Do outro lado da rua, a faculdade de Arquitetura. Um monte de gatinhas com aquelas "régua-T" enooooormeeeesss... Pensei: O que é que tu tá fazendo aqui seu imbecil? Fiz vestibular para Arquitetura, passei, também sem saber nenhuma da prova de Matemática e Física e fui lá, para o reino das "réguas T". Em 1984, teve uma greve. As aulas foram até Janeiro de 1985. No dia 11 de Janeiro de 1985, o pessoal do DA fez uma festa para comemorar o final do ano letivo. Tinha uns amigos meus no diretório. Eles tiveram uma idéia genial: fazer uma banda só com alunos da Arquitetura. Fizemos; Eu, o Humberto Gessinger, o Marcelo Pitz, nosso primeiro baixista, o o Carlos Stein, que depois veio a ser guitarrista da banda Nenhum de Nós. Montamos a banda. Que era pra durar só um dia, somente aquela noite. O Gessinger veio com o nome: "Engenheiros do Hawaii", que era uma tiração de sarro com os caras da Engenharia que viviam no "nosso" bar, dando em cima das "nossas" garotas. Era pra durar só um dia. Mas naquele dia, naquela noite, na platéia daquele show, tinha um cara que era dono de uma casa noturna, o 433, que era onde as bandas estavam tocando. Ele estava lá por que estava querendo namorar uma menina que estudava Arquitetura, e viu o show. Por acaso, gostou (devia estar bêbado) e nos convidou para fazer um show no 433. O resto, é história do rock gaúcho.
Site Batera: Como era o processo de composição na banda? Até que ponto você influenciava ou opinava nos arranjos?
Carlos Maltz: O Gessinger é um arquiteto modernista na música. Ele já vinha com tudo pronto. Até a hora que a gente ia respirar (risos). Mas a gente tocava do jeito que podia. E ia mudando tudo na estrada. Acho que nunca fizemos dois shows iguais. Não que a gente não quisesse. Eu não conseguia, sempre achei mais fácil inventar do que repetir. A gente ensaiava diante do público, e criava constantemente. Testava, errava diante do público. Coisa de um tempo em que não se tocava com “click”, bateria eletrônica, samplers, essas tralhas tecnológicas.
Site Batera: Quando começamos a tocar, tudo é curtição... o lance é reunir os amigos, fazer um som e tal. Quando você está num projeto que deu certo (como o Engenheiros do Hawaii), você cria uma legião de fãs... e aí, algumas coisas mudam, porque pinta uma certa ‘responsabilidade’ nas mensagens que a banda passa. Como você encara esse lance da influência que vocês exerceram e ainda exercem sobre os milhares de fãs?
Carlos Maltz: Pois é, Fazer o quê, né? A gente se torna responsável por aquilo e aqueles a quem cativamos. E estamos aí, fazendo música, escrevendo livros, respondendo milhares de cartas e e-mails ao longo desses anos todos. Nos posicionando e dizendo alto e bom som o que pensamos e sentimos á respeito desse mundo em que vivemos, para quem quiser ouvir. E quem se interessar pelo que temos a dizer. E para quem se interessar, tem o blog do meu livro, que acabou de ser lançado, o "Abilolado Mundo Novo":
www.abiloladomundonovo.blogspot.com
Site Batera: O que há de melhor e de pior em ser baterista de uma banda famosa?
Carlos Maltz: O de melhor, é que você se torna um personagem, um ícone Pop como o logotipo da Coca-Cola ou a Barbie, por exemplo. O de pior, é a mesma coisa.
Site Batera: Quais foram suas atividades musicais após sua saída da banda? Você ainda faz participações em alguns shows do Engenheiros? Está com alguma banda?
Carlos Maltz: Quando deixei de ser um "Engenheiro", montei uma banda com um cara que eu conheci num dia em que estava voltando de uma gravação, no Rio, e teve uma tempestade. Ficamos horas ilhados em um posto de gasolina com as violas no carro. Começamos a tocar e saímos de lá, quando a água baixou, com a banda montada. É o Marcão Melgar, que está comigo até hoje. Pois é, fizemos a "Irmandade Interplanetária". Com os irmãos do Marcus. Eu era o vocalista (pasmén!!!) e principal compositor. Gravamos um CD independente em 1996, num gravador "Tascam" de oito canais, que gravava em fita K7 (risos). A gurizada que está lendo isso não deve nem saber o que é uma fita K7. A banda era muito doida. Nossas músicas falavam de ET's, Reencarnação, Sonhos, Viagens Astrais. (vocês podem ouvir o material no meu site: www.carlosmaltz.com.br).  Obviamente nenhuma gravadora se interessou, e o meu dinheiro acabou. Em 1999 me mudei para Brasília, comecei a trabalhar como astrólogo, e minha vida deu uma guinada forte. Parei de tocar com os caras, que continuaram morando no Rio. Em 2001, me reuní novamente com o Gessinger, a gente ficou uns cinco anos sem se falar, e gravamos "Farinha do Mesmo Saco" onde eu toquei violão, bateria, e cantei as músicas (que são todas minhas). De lá pra cá, venho fazendo alguns shows, participações em discos e shows do Gessinger, essas coisas. Quando a gente tem algum tempo, que atualmente tenho o consultório de Astrologia, e outro de Psicologia, que vim a estudar já em Brasília. No final do ano passado, lancei o meu primeiro livro: Abilolado Mundo Novo. Fiz algus shows de lançamento, chamei o Marcão. Fizemos dois violões e talz, repertório antigo e algumas coisas novas também. Já tenho material para gravar um CD (ainda existe isso?) O Marcão está querendo gravar nesse ano. Vamos ver.
Site Batera: Você tem se dedicado ao estudo de Astrologia e Psicologia. Você poderia nos contar um pouco sobre o interesse por estas áreas?
Carlos Maltz: Bem, sou um cara profundamente interessado em conhecer a mim mesmo. Isto, para mim, é o que existe de mais importante na nossa existência. O que estamos fazendo por aqui, qual o sentido dessa tralha toda. Enfim, como dizem os mineiros: donco vim, pronco vô, essas coisas.  A Psicologia, a Astrologia, a Religião entram nessa senda, das disciplinas do auto-conhecimento, que aliás, na antiguidade, faziam parte da mesma escola, onde se estudava a Música. No fundo, como diz o Gessinger, tudo é ritmo. Astrologia é Música. "Música das Esferas".
Site Batera: Os anos 80 foram uma fase ímpar na história do rock nacional. Eu gostaria que você tentasse descrever como foi fazer parte desta ‘safra privilegiada’.
Carlos Maltz: Sem dúvida, os anos 80 foram muito fora do padrão habitual do que é a música pop brasileira. Sei lá, acho que aqueles anos todos de ditadura e repressão geraram aquele tesão reprimido por idéias, por caras que pensam. E lá estávamos nós, quando as portas se abriram. O rádio, naquela época, era muito rico. Eu ouvia caras como o Lobão, o Paulo Ricardo, O Herbert, O Renato, O Arnaldo Antunes. Caras geniais. Compare com a porcaria que toca atualmente. Com a baboseira que virou o rock. E essa choradeira de corno que é a música sertaneja de agora. E isso sem falar de ‘funk’ e coisas que o valham, que eu nem considero música. Aquela época realmente foi fora do padrão. E isso me deu vontade de estar em uma banda, de estar junto também, "dinamitando o paiol de bobagens". Acho que se eu tivesse 17 anos agora, não ia estar pensando em estar em uma banda de rock. Aliás, eu tenho 47 e não estou em uma banda de rock, estou escrevendo livros. Sintomático, né? Eu acho que tenho sido um cara de muita sorte na vida. Amigo; muita sorte! Apesar de já ter sofrido um bocado também, por causa de mim mesmo. Mas, sou um cara de muita sorte. Não só por ter estado na estrada e nos palcos ao lado dessa geração, mas por poder ganhar a minha vida com a minha arte, seja na Música, na Astrologia, na Psicologia, ou escrevendo livros. Enfim, sempre fazendo do meu jeito, exatamente como eu penso que deve ser, sem concessões, como sempre tenho feito.
Site Batera: Como você vê o rock nacional atual? Há algo que te agrada? Há algo que te incomoda? 
Carlos Maltz: Bem, o que é que eu vou dizer? Eu falo um tanto sobre isso no livro. Estamos vivendo um  momento de grande decadência na civilização ocidental. Pegue uma pessoa qualquer do começo do século XX e coloque ela ‘aquiagora’,  diante da televisão em um dia qualquer, qualquer canal. Esse cara vomitaria em menos de cinco minutos de programação. Teria um ataque do coração, sei lá. Causa mortis: indignação e nojo. Vejo o rock sem alma, sem vitalidade. Um paiol de bobagens. Um machado sem fio, derrubando uma árvore morta, que é a civilização em que nos encontramos nesse momento. A culpa não é dos garotos, das bandas. Nem minha, nem sua. Estamos vivendo o final de uma civilização. É desse jeito mesmo.Não vejo nada com muita vitalidade e Luz em nenhum campo da cultura nesse momento. Mas, sei lá... Talvez sejam apenas os meus olhos, né? Talvez eu seja apenas um judeu velho e pessimista. Sei lá. Veja todas essas bandas cover dos anos 80. Sintomático, não? Nos anos 80, não existiam bandas cover.
Site Batera: O que o motivou a escrever um livro? Do que ele trata?
Carlos Maltz: Bem, eu sou um ser dialógico, preciso estar conversando com as pessoas o tempo todo, aliás, o livro se passa todo na Internet, em uma sala de discussão onde eu estou discutindo de tudo com seis caras que são, na verdade, outras partes de mim mesmo. Vamos discutindo, Sexo, Deus & Rock'n'Roll,  que eu não dou conta de ficar vendo todas essas coisas que eu estou vendo e ficar calado. Vou gritando isso que eu estou vendo pelo mundo, pra ver se aparece alguém que me convence que eu estou errado, e que não há nada de errado com o mundo.
Site Batera: Há alguma coisa que você julgue importante que nos não falamos? Este espaço é todo seu.
Carlos Maltz: Hááá... Sempre me fazem essa última pergunta e eu sempre digo a mesma coisa, para os  garotos que estão lendo isso, para os que estão começando. Meus amigos, a arte só faz sentido, se for vivida de verdade, com o coração. Com todo o risco que ela tem, quando é de verdade. Se vocês estão muito interessados em dinheiro, segurança, essas coisas, vão estudar Medicina, ou Direito. i - nTé + V :-) C.Maltz.

Fonte: www.batera.com.br

Entrevista Odery 20 anos


Site Batera: Como ocorreu a idéia inicial de começar a construir baterias? Você é baterista?

Maurício Odery: Bom, na verdade meu irmão é batera e dava aulas já desde 1990 e ele descobriu um cara que fabricava baterias em SP e começou a comprar e revender em Campinas e pra seus alunos. Meu pai por vezes ia com ele e ficava de olho mas até então nem imaginávamos este fato. Meu pai foi metalúrgico a vida toda e ficou desempregado e tava difícil arrumar emprego e um dia ele chama todo mundo na cozinha de casa e diz: Eu vou começar a fabricar estas baterias. Posso fazer melhor que estes caras. A gente disse: Tá louco? Como assim? Vc não entende nada disso.. não tem nenhum conhecimento, não tem dinheiro, como vai fazer isso? E Ele acreditou e deu início no que hoje se transformou na Odery que é uma marca Internacional. As primeiras baterias eram de Duratex cortadas no serrote e pintadas no rolinho com esmalte sintético... as ferragens de ferro torcido na mão, cortadas na serrinha e marteladas no marrete... a solda do meu pai era um balde de água com sal grosso e dois eletrodos e quando ele soldava a energia da casa caia... e assim começou a Odery.
Batera: Como vocês chegaram ao nome Odery? Este é realmente seu sobrenome?

Maurício: Quando já era uma batera bem melhor e precisava de uma marca eu [pensei: Pô, meu pai tem um nome diferentásso. Porque não levar o nome dele? Odery é o primeiro nome do meu pai. nosso sobrenome é Cunha.
Batera: Quais foram as principais dificuldades no início?

Maurício: Dinheiro, credibilidade, preconceito com produto nacional, desenvolvimento. Não existia máquina ou tecnologia disponível pra fabricar baterias. Tivemos que reinventar a roda e, com isso, todas as máquinas que temos na fábrica foram produzidas por nós mesmos e temos muito orgulho disso. Depois, com o tempo, era a falta de credibilidade do produto nacional com o baterista brasileiro. Na verdade com quase tudo. Tudo que vinha de fora era melhor - e dinheiro que, pra crescer, é necessário. Por isso fomos sempre passo a passo, construindo e crescendo com o pé no chão.
Batera: Quando você percebeu que estava no caminho certo?

Maurício: Nunca!! (risos) Vamos pelo tesão de fazer a batera e pelo amor e energia que move você pra frente. Acho que desta forma sempre as coisas dão certo! Investimos e trabalhamos da mesma maneira. Começamos cada projeto como se fossem os primeiros e isso cria um lance muito especial pra você trabalhar e fazer acontecer.
Batera: Me lembro que, quando fui encomendar uma batera com você, já tinha uma batera quase pronta que ia para o Robertinho Silva. Quando foi que os primeiros bateristas de renome conheceram a Odery?

Maurício: Foi a partir de 1996 mais ou menos o que me lembro. To ficando velho (risos). Um pouco antes disso fechamos com o Fabiano Manhas que nos conheceu na Teodoro Sampaio. Fazíamos uns cascos para a antiga loja Músicos. Depois veio Robertinho, o Bala e ai todos os outros.
Batera: Quando visitamos a Odery, percebermos que há um ‘clima’ diferente de outras fábricas – algo mais harmonioso, quase familiar. Qual a sua relação com os funcionários e, você acha que este seja um dos segredos do sucesso da Marca?

Maurício: Poxa, somos um time aqui. Todo mundo aqui se dá super bem e realmente tem um clima diferente. Não é uma coisa burocrática com aquelas mil regras  e um ambiente pesado. As pessoas aqui são dedicadas e trabalham com liberdade pois sabem o que tem que ser feito. Sempre tive o princípio de que se cada um sabe de suas responsas... não precisa ficar ninguém cobrando. As pessoas tem que trabalhar felizes e num ambiente legal. E aqui a gente constrói algo pra construir música. É algo mágico e é uma forma diferente de produzir. As pessoas aqui sentem isso e fazem com carinho e dedicação por isso jamais um produto de linha vai ser como um produto fabricado à mão.

Batera: Como você trabalha a criação de novos produtos?

Maurício: As idéias pintam e colocamos e prática. Não sei te explicar bem isso. As coisas vêem de forma natural. Não marcamos uma reunião para discutir algo do tipo: E agora? Pra onde vamos? As coisas vão fluindo naturalmente, pois estão dentro da gente.
Batera: Você poderia falar um pouco sobre a novíssima Eyedentity Series?

Maurício: Esta é uma série da pesadíssima pra concorrer com qualquer instrumento TOP e com um preço muito interessante. Este projeto começou a ser desenvolvido há 3 anos e estamos mega felizes de poder ter ele vivo agora!  É como você engravidar e ficar ali naquela ansiedade esperando o danado do moleque ou guria nascer. Aí quando nasce, você fica que nem bobo parecendo um idiota (quem é pai vai entender isso).
A batera é séria... muito séria! É de nível A com design marcante, madeira top, acabamentos perfeitos, recursos muito interessantes.  Enfim, é uma batera da pesadíssima mesmo.
Todo o projeto foi desenvolvido aqui. Fornecedores de madeira, de pele, design, etc. - tudo aqui. Apenas a produção é na China devido aos custos. Não dá pra oferecer uma bateria de um nível destes fabricando aqui em nosso país. E temos uma relação com o parceiro na China muito próximo e profissional. Tenho ido pra lá muitas vezes e tenho contato com todos os cabeças da fábrica, com todos os setores e converso com eles todos os dias. É a fábrica da Odery na China. O controle de qualidade e de produção são permanentes, pois não pode haver falhas num nível de baterias deste. E a Custom continua aqui... acima do TOP pois é um produto que tem um valor diferente - tem o seu valor (de quem encomenda) e é outro conceito e outra pegada. É uma batera que tem um charme, que agrega acima de tudo um valor que só quem adquire pode sentir e ter. É um produto especial feito pra você e ponto final.
Batera: Você poderia falar um pouco sobre a idéia, as experiências adquiridas e os resultados do Festival Odery? Há previsão para uma nova edição do evento?

Maurício: Institucionalmente foi maravilhoso. Pessoalmente foi uma das coisas mais bacanas que já realizei. Foi emocionante e marcante. Algo único! Quem participou, principalmente na final sentiu isso. Parece que é da Odery isso. Como falamos acima sobre o clima da fábrica isso também apareceu no Festival. Não dá pra explicar... só sentindo. Acho que foi muito bacana também para os bateras que tiveram uma oportunidade de estudar mais para poder se apresentar. Se apresentar em público solando?! Para muitos deles foi a primeira vez. Poder ter a chance de se mostrar e mostrar a qualidade daquilo que ele pode fazer. Foi de uma integração maravilhosa! Resumindo, foi Lindo e Emocionante. Temos planos de fazer novamente mas envolve tanta organização e parcerias que demanda muito tempo. Quem sabe em 2012?
Batera: Você é uma pessoa que está pensando sempre à frente. Mesmo acabando de lançar um novo produto, imagino que voçê já está pensando no próximo passo. Tem alguma dica pra gente em relação a isso?

Maurício: Isso to mesmo (risos). A cabeça não pára. Lançamos um projeto e já estou pirado nos próximos. A dica é: Fique ligado! Hahaha... Você me pergunta coisas que não posso dizer, mas garanto que tem coisas vindo em breve; e coisas muito boas!

Fonte: www.bateras.com.br

O melhor lugar do mundo: no banco da bateria

Ao sentar no banco da bateria e tocar, Túlio está no melhor lugar do mundo.
Foi no dia 11 de julho de 2003, o dia que mudou sua visão de mundo: "caíram os véus da ilusão e eu me deparei com uma realidade que já deveria ter tido muito antes aos 18 ou 20 anos, quando tinha pernas", reflete. Desempregado, naquele dia faria um Freelance, e ao chegar na estação começou a se sentir mal. Num minuto sua vida mudou. Ele caiu na linha e o trem passou por cima de suas pernas. No hospital, informaram que se tratava de suicídio, o que lhe causou grande embaraço, como conta em seu documentário, realizado pela TV Futura.
Após o acidente, muitos de seus "amigos" sumiram, com preconceito por acharem que Túlio tinha se suicidado, nem mesmo quiseram ouvir suas explicações.
Ao acordar para o mundo novamente, ele teve de encarar sua nova realidade apenas com seus pais e um amigo, que não deixou. "Eu posso dizer que tive duas vidas", conta.
Aqui para o Site Batera, Túlio falou um pouco mais sobre sua vida antes e depois do mundo de ilusão para uma nova realidade.

Site Batera
: Conta um pouco de sua trajetória musical, antes do acidente. (no seu primeiro contato, no primário, quantos anos você tinha?) As bandas que já teve?
Túlio: Tenho 54 anos e feliz por uma estrada recheada de altos e baixos como todo Músico Brasileiro. Meu primeiro contato com a bateria foi em 1967 e eu tinha 10 anos. Foi algo mágico, bárbaro porque eu tive uma educação "americanizada", também ouvia Beatles direto. Eu gostava daquela pressão do baixo junto com o bumbo e a caixa. Meu Pai, que era violonista, tinha me colocado para fazer aulas de violão, mas eu gostava muito de tocar uma batera e o derradeiro dia chegou. Foi numa festa Junina na escola primária. Estava tocando uma Banda de garotos, me aproximei babando com aquela sonzeira. Só que no intervalo o cara da batera me chamou e pediu que eu tocasse no lugar dele. Eu fiquei estarrecido! O gurí achou que eu era baterista. Mas à partir dalí eu me tornei um deles, porque eu sabia na minha cabeça tudo de Beatles, Stones, etc. Parti para dar ritmo incendiando a tal Festinha. Me tornei um autodidata baseado nos meus ídolos da época e aos 18 anos comecei ouvir o Hard Rock Inglês básico com as Bandas que eternizaram o estilo e que hoje chamamos de Classic Rock e Prog-Rock. Toquei na night, redutos de bossa, Jazz e bailes nos subúrbios do Rio de Janeiro. Fui fundador das Bandas:
Membranas Perplexas 2001, Cromo 1985, Baralho A4 1984, Easy Rockers 1996, Velho Vinil 2008, Still Rock 2009, Planeta Loucura 2010, além de trampos de Estúdio e atuações na área Gospel.
Site Batera: Porque a bateria? O que ela representa em sua vida?
Túlio: É uma coisa de criança, o ritmo sempre mexeu comigo e virou minha cabeça. Então a paixão pela Bateria se consumou desde muito cedo, ao ponto deu sentar numa e sair tocando sem nunca antes ter feito aquilo.
Site batera: Quanto tempo demorou para você se reabilitar?
Túlio: Depois do acidente, foi muito complexo, porque eu tinha dois objetivos: um era andar e o outro voltar a tocar bateria. Certamente isso causou muita ansiedade, depressão, e eu me deparei com a dura realidade de ter que trabalhar como músico normal, sendo um deficiente físico. Eu fiz show na cadeira de rodas tocando bumbo,  caixa e contratempo (chimbal) em pads eletrônicos usando somente as mãos. Depois de 1 ano de treinos é que eu consegui, através de pernas mecânicas (prótese), a façanha de dominar o pedal de bumbo e a máquina de chimbal. A minha reabilitação e volta aos palcos durou uns 3 anos até que eu ficasse íntimo da bateria e sentasse para tocar sem a menor dificuldade.
Site Batera: Você falou que depois do acidente todos os teus amigos sumiram e que só seus pais te deram apoio. E agora? Recuperou alguns amigos?
Túlio: O preconceito existe! Uma parte pensou que eu iria virar um aleijado, outros pensaram que eu não seria capaz de mais nada e não ousaria a levantar o 'trazeiro' de uma cadeira de rodas. Novamente o preconceito. Então quebraram a cara porque eu parti com muita força de vontade para viver, andar, nadar, dirigir um carro adaptado, trabalhar com Designer e principalmente tocar a bateria com técnica e perfeição.
Então novas pessoas apareceram, outros  reapareceram estarrecidos com o meu progresso e capacidade de auto-dominação físico/mental. Outros apareceram por curiosidade e a mulherada caiu matando (risos), apareceu a Lia que hoje é a eterna esposa, mulher, amiga, namorada, companheira, e empresária.
Site Batera: O que você diria para aqueles que sumiram sem saber de você o que tinha acontecido?
Túlio: Eles não perderam nada. Deixaram de ganhar (meu amor, carinho, amizade, respeito, companheirismo, profissionalismo). O pré-julgamento de que eu havia cometido suicídio faz com que eu entenda que estas pessoas sempre foram superficiais apenas e não me conheciam.
Site Batera: A vida do baterista já é complicada. Quais as dificuldades que você tem que ultrapassar para seguir com esse sonho? A estrutura necessária? As pessoas envolvidas para que você não pare de tocar?
Túlio: É hard! Eu tenho uma Tama Rockstar Custom imensa, pesada e com muitos pratos. Em alguns lugares já tem um corpo de batera, então meus amigos transportam pra mim o básico (caixa, pratos, pedal). Tem lugares que tem que levar tudo, então entra um Roadie (e o músico dança em parte do cachê pra arcar com isso). Nem sempre se ganha o suficiente pra pagar uma Roadie.  Tenho preferido fazer trampos de estúdio e infelizmente escolher lugares onde haja alguma estrutura mínima pra não ter que morrer na praia, digo: pagar pra tocar. Agradeço principalmente aos meus amigos, por me ajudarem.
Site Batera: Fala mais um pouco da sensação de quando está no banco da bateria (o melhor lugar do mundo) como você disse em seu documentário, realizado pela TV Futura, em dias de show. O que você espera passar ao seu público?
Túlio:  Mas nem precisa falar. A minha cara muda, minha expressão muda, pode estar fazendo 0 graus que eu vou suar, ensopar a roupa, e ficar feliz. Vem uma grande força física, um banho de vitalidade e energia. É isso que consigo imprimir na minha musicalidade e os mais sensíveis, percebem. Alguns, lá no meio do público, sentem isso e depois do show, ainda nem levantei da bateria e vão falar comigo dessa estranha, mas feliz sensação.
Site Batera: Por onde você já andou?
Túlio: Eu já rodei o Brasil inteiro, mas os shows em Sampa, principalmente na Bourbon Street com a Blues and Beer e Thijs Van Leer do Focus, foram momentos marcantes porque eu quase fui pra Holanda virar batera de Prog-Rock.
Site Batera: E quando você acordou no hospital e percebeu que não tinha mais as pernas, pensou que não poderia mais tocar bateria. Você conseguiu traçar alguma meta?
Túlio: Foi um momento terrível, como eu relato no documentário. Eu surtei, gritei, e bati pernas, em minha imaginação, pois não as tinha mais. Depois vieram momentos de profunda reflexão e a retomada de decisão numa cadeira de rodas, ainda meio tonto. Eu tive metas: fui pra ABBR (Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação), reabiltado e protetizado voltei a andar, malhar, tocar, estudar. Sem força de vontade, sem fé (sem Deus) e sem muita disciplina, jamais teria acontecido.
Site Batera: Você estudou em Harvard. Foi para o Estados Unidos só para estudar. Por que voltou?
Túlio: Não foi bom porque eu fui só para estudar Administração e não Marketing, Arte, Designer ou Música. Por isso, fui e voltei.
Site Batera: Você acha que se tivesse ficado por lá teria sido diferente?
Túlio: Eu estava fora do contexto, não me encontrava, não tinha a maturidade e a bagagem que hoje eu tenho.
Site Batera: O acidente mudou muitos conceitos, sua visão de vida?
Túlio: Os meus conceitos e visão de mundo mudaram muito. Uma amputação traumática mudou a minha cabeça. Caíram os véus da ilusão e eu me deparei com uma realidade que já deveria ter tido muito antes aos 18 ou 20 anos quando tinha pernas. Estamos num plano de provas e expiações, estamos sendo testados. A deficiência física aflorou a minha visão espiritual e me fez rever conceitos de amor próprio, o que as pessoas pensavam de mim (e que não tinha a menor importância), e coisas que achamos que é, mas não é, sacou? Rever conceitos e se auto-avaliar é melhor do que tentar avaliar os outros.

A vida é aprimoramento constante, evuloção, mesmo que pareça que você está em tribulações, mas em verdade você está crescendo e se melhorando com tudo isso.
Site Batera: Se pudesse voltar para aquele dia, você mudaria sua rota, deixaria aquele free lance de lado?
Túlio: Aquele Free-Lance mudou tudo. Aos olhos do homem de "Ferro" eu me "Ferrei" naquele dia. Aos olhos do Homem Espiritualizado, eu fui convidado a me retirar de uma vida artificial em que a rotina era ganhar dinheiro, fama, atenção, bajulações, articulações, vantagens, etc. Então, de uma hora para outra me vejo nú , semi-morto, mutilado num leito de hospital. Alí eu ví que nada daquilo tinha valor. Hoje a amplitude dos meus sentimentos e da minha visão, são muito maiores do que antes. Sim eu tenho lembranças dos tempos em que tinha as pernas! Mas hoje eu sou um outro Túlio, e corajosamente não voltaria atrás. O que aconteceu tinha uma razão de ser, por isso jamais se desesperem. Confiem em Deus, apenas isso!!!
Site Batera: Qual o dia mais feliz e o dia mais triste de sua vida?
Túlio: A minha chegada ao plano terra, já o dia mais triste foi eu ver a morte física dos meus pais. Eles foram grandiosos e muito fortes. Seguraram uma barra que não tava no mapa. Sofreram junto comigo e me amaram o quanto puderam mesmo doentes e numa idade avançada. Mr. Alfred Fuzzatto e Dna. Wilma (Músicos).
Site Batera: Quais suas influências? Seus ídolos da batera?
Túlio: Eu sou um Batera de Rock´n Blues com pitadas de Prog e Jazz. Essas são as minhas influências. Isso significa dizer que só não caio dentro do Trash Metal.

Agora os meus bateras são:
Mr. Ian Paice (Deep Purple) - Johnn Bonhan (Led Zeppelin) - Lee Kerslake (Uriah Heep) - Karl Palmer (ELP) - Don Brewer (Grand Funk) e o do KANSAS (Phill Ehart).

Dinâmica musical

Sinal de Acento
Quando queremos dar ênfase a uma determinada nota colocamos um sinal de acento sobre ela. Deste modo, a nota que possuir este acento deve ser tocada com mais intensidade (força) que as demais.

Dinâmica Musical
Dinâmica é a variação de intensidade sonora, ou volume, e é usada para dar expressividade à música.
Na música, a intensidade é indicada em forma de siglas que indicam expressões em italiano sob a pauta.
pp - pianíssimo - a intensidade é mais baixa que no piano.
p - piano - o som é executado com intensidade baixa.
mp - mezzo piano - a intensidade é moderada, não tão fraca quanto o piano.
mf - mezzo forte - a intensidade é moderadamente forte.
f - forte - A intensidade é forte.
ff - fortíssimo - A intensidade é muito forte.
Símbolos de variação de volume ou intensidade: crescendo e diminuindo, em forma de sinais de maior (>) e menor (<) para sugerir o aumento ou diminuição de volume, respectivamente. Estes devem começar onde se deverá iniciar a alteração e esticar-se até a zona onde a alteração deverá ser interrompida. O volume deve permanecer no novo nível até que uma nova indicação seja dada. A variação também pode ser brusca, bastando que uma nova indicação (p, ff, etc.) seja dada.

Andamento e Metrônomo

Andamento
O Andamento é a distância entre um pulso e outro. Quanto mais distante estiver um pulso do outro, mais tempo levaremos para percorrê-lo tornando a música mais lenta. Quanto mais próximo estiver um pulso do outro, menos tempo levaremos para percorrê-lo tornando a música mais rápida. Em palavras mais simples, andamento é a “velocidade” da música. Quando batemos o pé no chão acompanhando uma música, estamos marcando sua pulsação.
Essa velocidade é medida pela quantidade de unidades de tempo que temos por minuto (BPM – Batidas Por Minuto) e pode ser expressa de várias maneiras:
    1. Com um valor numérico
    2. Com um termo em italiano
    3. Como uma combinação dos dois
Os termos em italiano não se referem a uma velocidade exata, deixando-a a livre interpretação do executante. Já o valor numérico, expressa a velocidade exata em que a música deve ser executada.
Alguns dos Principais Andamentos:

Metrônomo
Do Grego metron, medida + nomos, padrão – qualquer aparelho que produz som ou flashes de luz num determinado padrão de velocidade.
No metrônomo mecânico a velocidade (andamento) é expressa por números que vão de 40 a 208. O metrônomo eletrônico oferece uma variação maior e mais precisa, de 35 a 250, com regulagem de 1 em 1 ponto. Estes números nos indicam quantas batidas por minuto (bpm) o metrônomo está executando. Se você quer uma velocidade mais lenta, regule o metrônomo em um número menor, e se você quer uma velocidade mais rápida, ajuste-o num número maior. Por exemplo, ajustando o metrônomo em 60, ele vai produzir um “click” por segundo. Ajustando em 120 ele vai produzir 2 “clicks” por segundo ou 120 batidas por minuto.
Temos ainda metrônomos on line e também para baixar na internet. Muitos deles oferecem inúmeros recursos. É só você pesquisar e verificar qual atende às suas necessidades.
O metrônomo é uma ferramenta essencial para o estudante de qualquer instrumento musical, pois além de ajudar a manter um andamento constante, ele documenta a ‘velocidade’ exata em que estamos fazendo um exercício, facilitando a retomada desse exercício e proporcionando uma comparação com o estudo anterior, coisa que dificilmente poderíamos fazer “de memória”.

Metrônomo mecânico                                       Metrônomo digital
                              

Combinando mãos e pés - parte 1

Introdução É importante desenvolver o equilíbrio e destreza entre mãos e pés. Além de fortalecer os grooves, a combinação destes dois elementos pode ser aplicada em fills, frases, solos, etc.

Exercícios

Procure manter a mesma força para mãos e pés e verifique se todas as notas estão com a mesma sonoridade, independente da combinação proposta.
A - Semínimas

Rudimentos - parte 1


Definição
O que é: São combinações de baqueteamento e técnicas que foram padronizadas ao longo dos anos.
Para que serve: São usados para desenvolver a coordenação, sensibilidade e destreza entre as mãos. Eles oferecem também infinitas possibilidades de frases e idéias musicais que podem ser aplicadas em levadas, nos pedais, solos, etc.
Como funciona: Os primeiros rudimentos surgiram a mais de 400 anos. Seu primeiro objetivo era fazer com que os percussionistas tocassem em uníssono (a mesma coisa ao mesmo tempo). Naquela época não havia a escrita musical como a conhecemos hoje. Então, eles decoravam os rudimentos pelo som que produziam, por exemplo: pa-pa-ma-ma (D-D-E-E). Por isso, muitos rudimentos receberam o nome de acordo com o seu som.
Com o passar dos anos, foram-se criando mais combinações e, em determinada época, sentiu-se a necessidade de padronizar estes rudimentos. Primeiro, foram padronizados 26 rudimentos, de acordo com a NARD (National Association of Rudimental Drummers). Mais tarde esse número subiu para 40 (PAS - Percussive Arts Society). Hoje, temos os Rudimentos Híbridos, que são novas combinações que estão sendo propostas.
Segundo a PAS (Percussive Arts Society), os 40 rudimentos estão divididos em quatro grandes “famílias”. São elas:
1. Roll Rudiments
2. Diddle Rudiments
3. Flam Rudiments
4. Drag Rudiments


Roll Rudiments

Os Roll Rudiments formam um grupo de 15 rudimentos baseados no Rulo (Roll). Dentro deste grupo eles são separados em três categorias: Single Stroke Rudiments, Multiple Bounce Rudiments e Double Stroke Open Roll Rudiments. Cada uma destas categorias, ainda gera algumas subcategorias.
Para entender melhor, observe o esquema abaixo:
Família dos “Roll Rudiments”
Categoria A - Single Stroke Rudiments
Subcategoria 1 - Single Stroke Roll
Subcategoria 2 - Single Stroke Four
Subcategoria 3 - Single Stroke Seven
Categoria B - Multiple Bounce Roll Rudiments
Subcategoria 4 - Multiple Bounce Roll ou Long Roll
Subcategoria 5 - Triple Stroke Roll
Categoria C - Double Stroke Open Roll Rudiments
Subcategoria 6 - Double Stroke Open Roll
Subcategoria 7 - Five Stroke Roll
Subcategoria 8 - Six Stroke Roll
Subcategoria 9 - Seven Stroke Roll
Subcategoria 10 - Nine Stroke Roll
Subcategoria 11 - Ten Stroke Roll
Subcategoria 12 - Eleven Stroke Roll
Subcategoria 13 - Thirteen Stroke Roll
Subcategoria 14 - Fifteen Stroke Roll
Subcategoria 15 - Seventeen Stroke Roll

Diddle Rudiments

Os Diddle Rudiments formam um grupo de 4 rudimentos baseados na combinação entre Toques Simples e Duplos. São eles: Single Paradiddle, Double Paradiddle, Triple Paradiddle e Single Paradiddle-diddle.

Flam Rudiments

Os Flam Rudiments formam um grupo de 11 rudimentos baseados na combinação entre uma Nota Principal e uma Apojatura. São eles: Flam, Flam Accent, Flam Tap, Flamacue, Flam Paradiddle, Single Flammed Mill, Flam Paradiddle-diddle, Pataflafla, Swiss Army Triplet, Inverted Flam Tap, Flam Drag.

Drag Rudiments

Os Drag Rudiments formam um grupo de 10 rudimentos baseados no Drag (também conhecido como Rufo). São eles: Drag (Ruff), Single Drag Tap, Double Drag Tap, Lesson 25, Single Dragadiddle, Drag Paradiddle #1, Drag Paradiddle #2, Single Ratamacue, Double Ratamacue, Triple Ratamacue.

Abertura de chimbal - parte 1


Introdução
Quando é colocado um "O" acima da nota do chimbal, indica que ele deve ser tocado com a baqueta enquanto o pé esquerdo é um pouco levantado, fazendo com que os pratos do chimbal vibrem entre si. Entretanto, se abrirmos demais o chimbal, o som ficará "sujo" e se não abrirmos o suficiente, o som ficará fraco. Por isso devemos praticar bastante até encontrarmos a abertura ideal para cada som desejado.
Lembre-se:
O - indica abrir chimbal
+ - indica fechar chimbal

Nota: mantenha o chimbal firmemente fechado com o pé esquerdo em todas as notas sem o "O".
Exercícios
Pratique devagar no começo. Procure tocar todas as notas no mesmo volume.
Primeiro pratique os exercícios sem o bumbo, depois de dominá-los, coloque o bumbo em semínimas.


Agora coloque a caixa nos tempos 2 e 4.


As mesmas aberturas de chimbal com o bumbo nos tempos 1 e 3, e a caixa no 2 e 4.


Nos próximos exercícios, temos a abertura de chimbal e o bumbo tocados ao mesmo tempo.
 

Single Stroke Roll - parte 1


Introdução
Cada um destes rudimentos usa os toques alternados, que devem ser dominados mesmo que você seja um iniciante ou um "Super Star" de Rock'n'roll. Os rudimentos de toques alternados (Single Stroke Roll) vão te ajudar a desenvolver velocidade e destreza entre as duas mãos.
Single Stroke Roll
Os rudimentos de toques alternados são fáceis de se entender, mas como todo exercício, exigem paciência, dedicação e um estudo constante (se possível diário). O exemplo abaixo é apenas um gráfico de representação.
Vamos começar com o conceito de que o Single Stroke Roll é um rudimento de REBOTE.
Aqui vai um exemplo: se você jogar uma bola de tênis numa pele de caixa (ou de um tambor), ela vai rebater (voltar). Para sustentar um movimento constante da bola (para baixo e para cima), tudo o que temos a fazer é aplicar um novo golpe na bola. A pele se encarrega do retorno (rebote). Se você pegar uma baqueta e "batê-la" na pele, ela também vai fazer o rebote - assumindo que você não usou nenhuma pressão ou tensão para impedir esse rebote. Quanto mais forte você bater na pele, mais alto será o rebote.
Para tocar um rudimento de rebote, você não deve produzir tensão alguma nos dedos, pulsos ou antebraços. Use pressão suficiente apenas para segurar a baqueta e tocá-la na pele. No Single Stroke Roll, em andamentos mais lentos, use um movimento completo e relaxado do pulso. O antebraço somente se move em reação ao pulso - usar mais movimentos é perda de energia! Pratique este exercício para reforçar o conceito de rebote. Nele você trabalhará com 8 notas para cada mão e poderá se concentrar nos movimentos.

História da Bateria

O Princípio
Os estudiosos consideram que a voz foi o primeiro instrumento musical surgido. Seguindo esse raciocínio poderemos considerar os instrumentos percussivos, os primeiros instrumentos criados pela humanidade, uma vez que, batendo seus bastões ou os próprios pés no chão ou em pedras e madeiras, os homens da Antigüidade já marcavam o ritmo para as danças e cerimônias religiosas e até se comunicavam por esse meio. Os primeiros tambores provavelmente consistiam em um pedaço de tronco de árvore oco (furado). Estes troncos eram cobertos nas bordas com a pele de algum réptil ou couro de peixe e eram percutidos com as mãos.
Os tambores mais antigos descobertos em escavações arqueológicas pertencem ao período Neolítico. Um tambor encontrado numa escavação da Moravia foi datado de 6000 anos antes de Cristo. Na Mesopotâmia foram encontrados pequenos tambores (tocados tanto verticalmente quanto horizontalmente) datados de 3000 anos antes de Cristo. Tambores com peles esticadas foram descobertos dentre os artefatos Egípcios, de 4000 anos antes de Cristo. A diversidade de instrumentos percussivos é quase incontável: são bongôs, tímpanos, tamborins, pandeiros, congas, entre outros.
No começo dos anos 1900, bandas e orquestras tinham de dois a três percussionistas cada. Um tocava o bumbo, outro tocava a caixa e o outro tocava os blocos de madeira e fazia os efeitos sonoros. Mas com a invenção do pedal todas essas pessoas se tornaram desnecessárias.
O primeiro pedal prático foi inventado em 1910 por, Willian F. Ludwig, que criou o primeiro modelo de madeira e logo depois, com o aumento da procura, passou a desenvolver junto com seu cunhado, Robert Danly, o modelo do pedal em aço que foi vendido para milhares de bateristas e serviu de base para criação dos modelos mais avançados que temos hoje.
Outra invenção aparentemente simples que possibilitou o surgimento da bateria foi a estante para caixa, que antes os bateristas usavam cadeiras para apoiá-las ou dependurava nos ombros com uso de correias.
Uma vez que pedais e suportes para caixas práticos se tornaram disponíveis, um único baterista poderia executar o trabalho antes feito por três. E assim nasceu a bateria ? ou “trap set” como foi chamada inicialmente.
Hoje, em evolução constante, a bateria recebe cada vez mais atenção de fábricas e engenheiros, que pesquisam junto aos bateristas para desenvolver o melhor modelo de cascos, baquetas, ferragens e pratos. As inúmeras fábricas crescem a cada dia no mundo e no Brasil e nós como admiradores desse instrumento devemos estar atualizados com essa evolução, buscando a cada dia conhecer mais o instrumento.

Constituição
Não existe um padrão exato sobre como deve ser montado o conjunto dos elementos de uma bateria, sendo que, o estilo musical é por muitos, indicado como uma das maiores influências perante o baterista no que respeita à disposição dos elementos, sendo que, a preferência pessoal do músico ou as suas condições financeiras ou logísticas.
A adição de tom-tons, vários pratos, pandeirolas, gongos, blocos de madeira, canecas, (pads) eletrônicos devidamente ligadas a samplers, ou qualquer outro acessório de percussão (ou não) podem também fazer parte de algumas baterias, de forma a serem produzidos diversos sons que se encontrem mais de acordo com o gosto pessoal dos músicos.
Alguns bateristas, tais como Neil Peart, Mike Portnoy ou Terry Bozzio, elaboraram conjuntos de bateria fora do normal, utilizando-se de diversos elementos, tais como roton-tons, gongos ou tom-tons afinados em correspondência com notas musicais, possibilitando ao baterista, para além da execução rítmica, contribuir melodicamente para a música. A década de 80 foi prolífica no surgimento destes conjuntos fora do normal, apreciados pelos amantes da bateria, um pouco por todo o mundo.
Hoje em dia, o aparecimento de novas técnicas e maneiras de encarar o instrumento, permite com que ele continue em evolução e exija cada vez mais dedicação por parte de seus praticantes.

Rádio Gospel de Adoração